Cetoconazol + Sinvastatina
⚠O que acontece
Aumento significativo do risco de miopatia, incluindo rabdomiólise e hepatotoxicidade grave, devido aos níveis plasmáticos extremamente elevados de sinvastatina.
⚙Mecanismo
Cetoconazol é um potente inibidor da CYP3A4 (IC50 ~0.02 μM), a principal via de metabolismo da sinvastatina (substrato com alta afinidade, Km ~3-10 μM). A inibição quase total da CYP3A4 intestinal e hepática resulta em aumento dramático da biodisponibilidade e redução do clearance, elevando a AUC da sinvastatina em até 10-20 vezes.
📋Conduta Clinica
A associação é contraindicada. Se o uso de cetoconazol for indispensável, a sinvastatina deve ser suspensa temporariamente. Como alternativa, pode-se considerar a troca por rosuvastatina ou pravastatina, que não são metabolizadas pela CYP3A4, ou fluvastatina (metabolismo CYP2C9).
🔍O que monitorar
Se a coadministração for inevitável (não recomendado), monitorar sinais e sintomas de miopatia (dor, sensibilidade ou fraqueza muscular) e níveis de creatina quinase (CPK) no início e durante o tratamento. Monitorar transaminases hepáticas (TGO/TGP).
↺Alternativas
Substituir cetoconazol por outro antifúngico com menor potencial de inibição da CYP3A4 (ex: terbinafina para onicomicose) ou substituir sinvastatina por rosuvastatina, pravastatina ou fluvastatina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication
Perguntas Frequentes
Pode tomar Cetoconazol com Sinvastatina?
A combinação de Cetoconazol com Sinvastatina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo do risco de miopatia, incluindo rabdomiólise e hepatotoxicidade grave, devido aos níveis plasmáticos extremamente elevados de sinvastatina. A associação é contraindicada. Se o uso de cetoconazol for indispensável, a sinvastatina deve ser suspensa temporariamente. Como alternativa, pode-se considerar a troca por rosuvastatina ou pravastatina, que não são metabolizadas pela CYP3A4, ou fluvastatina (metabolismo CYP2C9).
Cetoconazol e Sinvastatina interagem?
Sim, Cetoconazol e Sinvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve cetoconazol é um potente inibidor da cyp3a4 (ic50 ~0.02 μm), a principal via de metabolismo da sinvastatina (substrato com alta afinidade, km ~3-10 μm). a inibição quase total da cyp3a4 intestinal e hepática resulta em aumento dramático da biodisponibilidade e redução do clearance, elevando a auc da sinvastatina em até 10-20 vezes.. A conduta recomendada é: a associação é contraindicada. se o uso de cetoconazol for indispensável, a sinvastatina deve ser suspensa temporariamente. como alternativa, pode-se considerar a troca por rosuvastatina ou pravastatina, que não são metabolizadas pela cyp3a4, ou fluvastatina (metabolismo cyp2c9)..
Qual o risco de Cetoconazol com Sinvastatina?
O risco da associação Cetoconazol + Sinvastatina é classificado como GRAVE. Aumento significativo do risco de miopatia, incluindo rabdomiólise e hepatotoxicidade grave, devido aos níveis plasmáticos extremamente elevados de sinvastatina. Monitorar: se a coadministração for inevitável (não recomendado), monitorar sinais e sintomas de miopatia (dor, sensibilidade ou fraqueza muscular) e níveis de creatina quinase (cpk) no início e durante o tratamento. monitorar transaminases hepáticas (tgo/tgp)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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