Cetoconazol + Hidroxicloroquina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Risco significativo de prolongamento do intervalo QTc (>500 ms ou aumento >60 ms), podendo evoluir para torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é particularmente alto em pacientes com COVID-19 (onde ambos os fármacos foram usados), devido à inflamação sistêmica, distúrbios eletrolíticos e uso de outros fármacos que prolongam o QT.

Mecanismo

Interação primariamente farmacodinâmica, com possível componente farmacocinético menor. Farmacodinâmica: Ambos os fármacos bloqueiam os canais hERG (IKr), prolongando a repolarização ventricular e o intervalo QTc. Efeito aditivo no prolongamento do QTc. Farmacocinética: O cetoconazol é um inibidor potente da CYP3A4, mas a hidroxicloroquina é metabolizada principalmente pela CYP2C8 e CYP2D6, com contribuição menor da CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pode causar um aumento leve a moderado nas concentrações de hidroxicloroquina (estimado em <50% de aumento na AUC), o que pode exacerbar o prolongamento do QT dependente da concentração. No entanto, o principal risco advém do efeito aditivo no canal hERG.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável (ex: tratamento de infecção fúngica em paciente com doença reumatológica), realizar ECG basal e monitorização cardíaca. Corrigir distúrbios eletrolíticos (K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL) antes do início. Limitar a dose de hidroxicloroquina à menor eficaz (≤5 mg/kg/dia de peso corporal ideal). Considerar substituir o cetoconazol por antifúngico sem risco de QT (ex: anfotericina B, equinocandinas).

🔍O que monitorar

ECG basal e repetir após 2-4 horas da administração (pico de concentração de ambos). Monitorizar QTc diariamente se uso prolongado. Monitorar eletrólitos séricos e função renal. Suspender ambos os fármacos se QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base.

Alternativas

Substituir o cetoconazol por antifúngico sem efeito no QT e sem inibição relevante da CYP3A4 (ex: anfotericina B, caspofungina, micafungina). Para a condição reumatológica, avaliar alternativas à hidroxicloroquina com menor risco de QT, como metotrexato ou sulfassalazina, se apropriado.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; FDA Emergency Use Authorization for Hydroxychloroquine (revogada); Estudos de QT com hidroxicloroquina e azóis (Mercuro et al., 2020).

Perguntas Frequentes

Pode tomar Cetoconazol com Hidroxicloroquina?

A combinação de Cetoconazol com Hidroxicloroquina apresenta interação de gravidade grave. Risco significativo de prolongamento do intervalo QTc (>500 ms ou aumento >60 ms), podendo evoluir para torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é particularmente alto em pacientes com COVID-19 (onde ambos os fármacos foram usados), devido à inflamação sistêmica, distúrbios eletrolíticos e uso de outros fármacos que prolongam o QT. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável (ex: tratamento de infecção fúngica em paciente com doença reumatológica), realizar ECG basal e monitorização cardíaca. Corrigir distúrbios eletrolíticos (K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL) antes do início. Limitar a dose de hidroxicloroquina à menor eficaz (≤5 mg/kg/dia de peso corporal ideal). Considerar substituir o cetoconazol por antifúngico sem risco de QT (ex: anfotericina B, equinocandinas).

Cetoconazol e Hidroxicloroquina interagem?

Sim, Cetoconazol e Hidroxicloroquina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação primariamente farmacodinâmica, com possível componente farmacocinético menor. farmacodinâmica: ambos os fármacos bloqueiam os canais herg (ikr), prolongando a repolarização ventricular e o intervalo qtc. efeito aditivo no prolongamento do qtc. farmacocinética: o cetoconazol é um inibidor potente da cyp3a4, mas a hidroxicloroquina é metabolizada principalmente pela cyp2c8 e cyp2d6, com contribuição menor da cyp3a4. a inibição da cyp3a4 pode causar um aumento leve a moderado nas concentrações de hidroxicloroquina (estimado em <50% de aumento na auc), o que pode exacerbar o prolongamento do qt dependente da concentração. no entanto, o principal risco advém do efeito aditivo no canal herg.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável (ex: tratamento de infecção fúngica em paciente com doença reumatológica), realizar ecg basal e monitorização cardíaca. corrigir distúrbios eletrolíticos (k+ >4,0 meq/l, mg2+ >2,0 mg/dl) antes do início. limitar a dose de hidroxicloroquina à menor eficaz (≤5 mg/kg/dia de peso corporal ideal). considerar substituir o cetoconazol por antifúngico sem risco de qt (ex: anfotericina b, equinocandinas)..

Qual o risco de Cetoconazol com Hidroxicloroquina?

O risco da associação Cetoconazol + Hidroxicloroquina é classificado como GRAVE. Risco significativo de prolongamento do intervalo QTc (>500 ms ou aumento >60 ms), podendo evoluir para torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é particularmente alto em pacientes com COVID-19 (onde ambos os fármacos foram usados), devido à inflamação sistêmica, distúrbios eletrolíticos e uso de outros fármacos que prolongam o QT. Monitorar: ecg basal e repetir após 2-4 horas da administração (pico de concentração de ambos). monitorizar qtc diariamente se uso prolongado. monitorar eletrólitos séricos e função renal. suspender ambos os fármacos se qtc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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