Cetoconazol + Digoxina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis séricos de digoxina, podendo levar a toxicidade digitálica: náuseas, vômitos, arritmias cardíacas (bradicardia, bloqueio AV, taquicardia ventricular), visão turva e confusão mental.
⚙Mecanismo
Cetoconazol é um inibidor da glicoproteína-P (P-gp) no intestino e nos rins. A digoxina é um substrato da P-gp com índice terapêutico estreito. A inibição da P-gp reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da digoxina, aumentando sua biodisponibilidade e reduzindo sua eliminação. Estudos mostram aumento da AUC da digoxina em 1.5 a 2 vezes.
📋Conduta Clinica
Reduzir a dose de digoxina em 30-50% no início da coadministração. Ajustar a dose com base nos níveis séricos e na resposta clínica.
🔍O que monitorar
Monitorar nível sérico de digoxina (alvo: 0.5-0.9 ng/mL para insuficiência cardíaca; 0.8-2.0 ng/mL para fibrilação atrial) antes e 5-7 dias após início do cetoconazol. Monitorar função renal (creatinina, ureia) e eletrólitos (K+, Mg2+). Realizar ECG para avaliar bradicardia ou arritmias.
↺Alternativas
Considerar substituir cetoconazol por antifúngico que não iniba a P-gp (ex: terbinafina) ou substituir digoxina por outro agente inotrópico/antiarrítmico com menor dependência de P-gp (ex: dobutamina em curto prazo, ou betabloqueador para controle de frequência).
📚Referências
UCSF P-gp Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication
Perguntas Frequentes
Pode tomar Cetoconazol com Digoxina?
A combinação de Cetoconazol com Digoxina apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis séricos de digoxina, podendo levar a toxicidade digitálica: náuseas, vômitos, arritmias cardíacas (bradicardia, bloqueio AV, taquicardia ventricular), visão turva e confusão mental. Reduzir a dose de digoxina em 30-50% no início da coadministração. Ajustar a dose com base nos níveis séricos e na resposta clínica.
Cetoconazol e Digoxina interagem?
Sim, Cetoconazol e Digoxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve cetoconazol é um inibidor da glicoproteína-p (p-gp) no intestino e nos rins. a digoxina é um substrato da p-gp com índice terapêutico estreito. a inibição da p-gp reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da digoxina, aumentando sua biodisponibilidade e reduzindo sua eliminação. estudos mostram aumento da auc da digoxina em 1.5 a 2 vezes.. A conduta recomendada é: reduzir a dose de digoxina em 30-50% no início da coadministração. ajustar a dose com base nos níveis séricos e na resposta clínica..
Qual o risco de Cetoconazol com Digoxina?
O risco da associação Cetoconazol + Digoxina é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis séricos de digoxina, podendo levar a toxicidade digitálica: náuseas, vômitos, arritmias cardíacas (bradicardia, bloqueio AV, taquicardia ventricular), visão turva e confusão mental. Monitorar: monitorar nível sérico de digoxina (alvo: 0.5-0.9 ng/ml para insuficiência cardíaca; 0.8-2.0 ng/ml para fibrilação atrial) antes e 5-7 dias após início do cetoconazol. monitorar função renal (creatinina, ureia) e eletrólitos (k+, mg2+). realizar ecg para avaliar bradicardia ou arritmias..
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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
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O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
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Atualizado em junho/2026
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