Cetoconazol + Dabigatrana

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Elevação significativa dos níveis de dabigatrana com risco aumentado de sangramento grave.

Mecanismo

Cetoconazol inibe fortemente P-gp intestinal e renal (IC50 ~1-3 μM), reduzindo secreção ativa de dabigatrana (substrato principal de P-gp). Aumento de AUC ~2,5 vezes.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável e CrCl >30 mL/min, reduzir dabigatrana para 110 mg 2x/dia; reavaliar após 3-5 dias.

🔍O que monitorar

Sinais de sangramento, hemoglobina, CrCl semanal nas primeiras 2 semanas; tempo de trombina ou nível plasmático de dabigatrana se disponível.

Alternativas

Apixabana (ajustar se necessário) ou varfarina.

📚Referências

UCSF P-gp Table; EMA/FDA labels; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Cetoconazol com Dabigatrana?

A combinação de Cetoconazol com Dabigatrana apresenta interação de gravidade grave. Elevação significativa dos níveis de dabigatrana com risco aumentado de sangramento grave. Evitar associação. Se indispensável e CrCl >30 mL/min, reduzir dabigatrana para 110 mg 2x/dia; reavaliar após 3-5 dias.

Cetoconazol e Dabigatrana interagem?

Sim, Cetoconazol e Dabigatrana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve cetoconazol inibe fortemente p-gp intestinal e renal (ic50 ~1-3 μm), reduzindo secreção ativa de dabigatrana (substrato principal de p-gp). aumento de auc ~2,5 vezes.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável e crcl >30 ml/min, reduzir dabigatrana para 110 mg 2x/dia; reavaliar após 3-5 dias..

Qual o risco de Cetoconazol com Dabigatrana?

O risco da associação Cetoconazol + Dabigatrana é classificado como GRAVE. Elevação significativa dos níveis de dabigatrana com risco aumentado de sangramento grave. Monitorar: sinais de sangramento, hemoglobina, crcl semanal nas primeiras 2 semanas; tempo de trombina ou nível plasmático de dabigatrana se disponível..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
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Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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