Cetoconazol + Anlodipino

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento dos níveis plasmáticos de Anlodipino, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como hipotensão, edema periférico, tontura e cefaleia. O risco de hipotensão sintomática é maior em idosos e pacientes com insuficiência cardíaca.

Mecanismo

Cetoconazol é um inibidor potente da CYP3A4 (IC50 ~0.02 μM). Anlodipino é metabolizado extensivamente pela CYP3A4. Estudos com inibidores potentes (como itraconazol) mostram aumento de aproximadamente 60-90% na AUC do anlodipino. Embora o anlodipino tenha uma ampla janela terapêutica, a inibição pode levar a um aumento clinicamente relevante dos efeitos vasodilatadores.

📋Conduta Clinica

Monitorar pressão arterial e sinais de hipotensão (tontura, fraqueza) ao iniciar Cetoconazol. Considerar redução da dose de Anlodipino em 25-50% se necessário. Ajustar dose baseado na resposta clínica.

🔍O que monitorar

Monitorar pressão arterial diariamente na primeira semana de uso concomitante. Avaliar presença de edema periférico e sintomas de hipotensão.

Alternativas

Substituir Cetoconazol por antifúngico não inibidor potente de CYP3A4 (ex: equinocandinas). Se Anlodipino for para hipertensão, considerar um IECA ou BRA, que não interagem via CYP3A4.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo: Itraconazol aumenta AUC de anlodipino em ~90% (Clin Pharmacol Ther. 1999).

Perguntas Frequentes

Pode tomar Cetoconazol com Anlodipino?

A combinação de Cetoconazol com Anlodipino apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis plasmáticos de Anlodipino, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como hipotensão, edema periférico, tontura e cefaleia. O risco de hipotensão sintomática é maior em idosos e pacientes com insuficiência cardíaca. Monitorar pressão arterial e sinais de hipotensão (tontura, fraqueza) ao iniciar Cetoconazol. Considerar redução da dose de Anlodipino em 25-50% se necessário. Ajustar dose baseado na resposta clínica.

Cetoconazol e Anlodipino interagem?

Sim, Cetoconazol e Anlodipino possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve cetoconazol é um inibidor potente da cyp3a4 (ic50 ~0.02 μm). anlodipino é metabolizado extensivamente pela cyp3a4. estudos com inibidores potentes (como itraconazol) mostram aumento de aproximadamente 60-90% na auc do anlodipino. embora o anlodipino tenha uma ampla janela terapêutica, a inibição pode levar a um aumento clinicamente relevante dos efeitos vasodilatadores.. A conduta recomendada é: monitorar pressão arterial e sinais de hipotensão (tontura, fraqueza) ao iniciar cetoconazol. considerar redução da dose de anlodipino em 25-50% se necessário. ajustar dose baseado na resposta clínica..

Qual o risco de Cetoconazol com Anlodipino?

O risco da associação Cetoconazol + Anlodipino é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis plasmáticos de Anlodipino, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como hipotensão, edema periférico, tontura e cefaleia. O risco de hipotensão sintomática é maior em idosos e pacientes com insuficiência cardíaca. Monitorar: monitorar pressão arterial diariamente na primeira semana de uso concomitante. avaliar presença de edema periférico e sintomas de hipotensão..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.