Carbamazepina + Atorvastatina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução nos níveis de atorvastatina e de seus metabólitos ativos, com possível perda de eficácia terapêutica (aumento de LDL-colesterol, redução da proteção cardiovascular).

Mecanismo

Carbamazepina é um potente indutor do CYP3A4 via ativação do receptor PXR. Atorvastatina é metabolizada pelo CYP3A4 (cerca de 70% da depuração) e também é substrato da glicoproteína-P (P-gp). A indução enzimática pela carbamazepina pode reduzir a AUC da atorvastatina em 40-60%, diminuindo seus níveis plasmáticos e eficácia hipolipemiante. O efeito pode ser menos pronunciado que com sinvastatina devido à menor dependência do CYP3A4.

📋Conduta Clinica

Monitorar perfil lipídico 4-6 semanas após início da carbamazepina. Aumentar dose de atorvastatina conforme necessário (até máximo de 80 mg/dia). Se carbamazepina for descontinuada, reduzir dose de atorvastatina para evitar toxicidade (miopatia, hepatotoxicidade).

🔍O que monitorar

Perfil lipídico (LDL, HDL, triglicerídeos) a cada 4-6 semanas até estabilização, depois a cada 3-6 meses. TGO/TGP e CK basal e se sintomas musculares. Resposta clínica: redução do LDL.

Alternativas

Substituir carbamazepina por anticonvulsivante não indutor (ex: lamotrigina, levetiracetam) se possível. Ou substituir atorvastatina por estatina não metabolizada por CYP3A4 (ex: rosuvastatina, pravastatina, pitavastatina) que são menos afetadas por indução enzimática.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Atorvastatina?

A combinação de Carbamazepina com Atorvastatina apresenta interação de gravidade moderada. Redução nos níveis de atorvastatina e de seus metabólitos ativos, com possível perda de eficácia terapêutica (aumento de LDL-colesterol, redução da proteção cardiovascular). Monitorar perfil lipídico 4-6 semanas após início da carbamazepina. Aumentar dose de atorvastatina conforme necessário (até máximo de 80 mg/dia). Se carbamazepina for descontinuada, reduzir dose de atorvastatina para evitar toxicidade (miopatia, hepatotoxicidade).

Carbamazepina e Atorvastatina interagem?

Sim, Carbamazepina e Atorvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve carbamazepina é um potente indutor do cyp3a4 via ativação do receptor pxr. atorvastatina é metabolizada pelo cyp3a4 (cerca de 70% da depuração) e também é substrato da glicoproteína-p (p-gp). a indução enzimática pela carbamazepina pode reduzir a auc da atorvastatina em 40-60%, diminuindo seus níveis plasmáticos e eficácia hipolipemiante. o efeito pode ser menos pronunciado que com sinvastatina devido à menor dependência do cyp3a4.. A conduta recomendada é: monitorar perfil lipídico 4-6 semanas após início da carbamazepina. aumentar dose de atorvastatina conforme necessário (até máximo de 80 mg/dia). se carbamazepina for descontinuada, reduzir dose de atorvastatina para evitar toxicidade (miopatia, hepatotoxicidade)..

Qual o risco de Carbamazepina com Atorvastatina?

O risco da associação Carbamazepina + Atorvastatina é classificado como MODERADA. Redução nos níveis de atorvastatina e de seus metabólitos ativos, com possível perda de eficácia terapêutica (aumento de LDL-colesterol, redução da proteção cardiovascular). Monitorar: perfil lipídico (ldl, hdl, triglicerídeos) a cada 4-6 semanas até estabilização, depois a cada 3-6 meses. tgo/tgp e ck basal e se sintomas musculares. resposta clínica: redução do ldl..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
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O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
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Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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