Anfotericina B + Tamoxifeno
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms em relação ao basal, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Incidência de prolongamento de QT com Tamoxifeno é de 1-2% em monoterapia, mas pode ser maior com distúrbios eletrolíticos induzidos por Anfotericina B. Fatores de risco adicionais: sexo feminino, idade > 65 anos, bradicardia, cardiopatia estrutural, síndrome do QT longo congênito.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio hERG (IKr), responsáveis pela corrente retificadora rápida de potássio (IKr) na fase 3 da repolarização ventricular. A Anfotericina B pode causar hipocalemia e hipomagnesemia, que potencializam o prolongamento do QT. O Tamoxifeno inibe diretamente o canal hERG com IC50 de aproximadamente 2-3 μM, concentração alcançável em doses terapêuticas. O efeito aditivo na repolarização ventricular aumenta o risco de arritmias ventriculares malignas.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal com medição do QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter K+ sérico > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL; 3) Iniciar com monitorização cardíaca contínua nas primeiras 48-72 horas; 4) Repetir ECG após 3-5 dias de tratamento concomitante e após cada ajuste de dose; 5) Suspender ambos os fármacos se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, ou se surgirem sintomas (palpitações, síncope).
🔍O que monitorar
ECG com medição do QTc antes do início, após 3-5 dias e depois semanalmente. Eletrólitos séricos (K+, Mg2+, Ca2+) diariamente durante o uso de Anfotericina B. Monitorar sinais/sintomas de arritmia: palpitações, tontura, síncope. Em pacientes de alto risco, considerar telemetria contínua.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos por alternativa sem efeito no QT. Para Anfotericina B: considerar equinocandinas (caspofungina, micafungina) ou azólicos de menor risco (fluconazol, se susceptível). Para Tamoxifeno: considerar inibidores da aromatase (anastrozol, letrozol) que não prolongam QT. Consultar lista atualizada em CredibleMeds.org.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication Tamoxifen 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Anfotericina B com Tamoxifeno?
A combinação de Anfotericina B com Tamoxifeno apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms em relação ao basal, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Incidência de prolongamento de QT com Tamoxifeno é de 1-2% em monoterapia, mas pode ser maior com distúrbios eletrolíticos induzidos por Anfotericina B. Fatores de risco adicionais: sexo feminino, idade > 65 anos, bradicardia, cardiopatia estrutural, síndrome do QT longo congênito. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal com medição do QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter K+ sérico > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL; 3) Iniciar com monitorização cardíaca contínua nas primeiras 48-72 horas; 4) Repetir ECG após 3-5 dias de tratamento concomitante e após cada ajuste de dose; 5) Suspender ambos os fármacos se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, ou se surgirem sintomas (palpitações, síncope).
Anfotericina B e Tamoxifeno interagem?
Sim, Anfotericina B e Tamoxifeno possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio herg (ikr), responsáveis pela corrente retificadora rápida de potássio (ikr) na fase 3 da repolarização ventricular. a anfotericina b pode causar hipocalemia e hipomagnesemia, que potencializam o prolongamento do qt. o tamoxifeno inibe diretamente o canal herg com ic50 de aproximadamente 2-3 μm, concentração alcançável em doses terapêuticas. o efeito aditivo na repolarização ventricular aumenta o risco de arritmias ventriculares malignas.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: 1) realizar ecg basal com medição do qtc (fórmula de fridericia ou bazett); 2) corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter k+ sérico > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl; 3) iniciar com monitorização cardíaca contínua nas primeiras 48-72 horas; 4) repetir ecg após 3-5 dias de tratamento concomitante e após cada ajuste de dose; 5) suspender ambos os fármacos se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, ou se surgirem sintomas (palpitações, síncope)..
Qual o risco de Anfotericina B com Tamoxifeno?
O risco da associação Anfotericina B + Tamoxifeno é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms em relação ao basal, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Incidência de prolongamento de QT com Tamoxifeno é de 1-2% em monoterapia, mas pode ser maior com distúrbios eletrolíticos induzidos por Anfotericina B. Fatores de risco adicionais: sexo feminino, idade > 65 anos, bradicardia, cardiopatia estrutural, síndrome do QT longo congênito. Monitorar: ecg com medição do qtc antes do início, após 3-5 dias e depois semanalmente. eletrólitos séricos (k+, mg2+, ca2+) diariamente durante o uso de anfotericina b. monitorar sinais/sintomas de arritmia: palpitações, tontura, síncope. em pacientes de alto risco, considerar telemetria contínua..
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Atualizado em junho/2026
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