Anfotericina B + Levofloxacino

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento QTc de 20-40 ms com risco aumentado de arritmias em pacientes com depleção eletrolítica grave.

Mecanismo

Anfotericina B induz hipocalemia/hipomagnesemia que potencializa bloqueio fraco-moderado de hERG pelo levofloxacino (IC50 ~10-20 μM). Efeito aditivo dependente de depleção eletrolítica.

📋Conduta Clinica

Preferir evitar; se necessário usar dose de levofloxacino 500-750 mg/dia com correção eletrolítica rigorosa (K+ >4.5, Mg >2.0) antes de iniciar.

🔍O que monitorar

ECG basal e em 5-7 dias; eletrólitos diariamente durante terapia combinada; vigiar sintomas de palpitações.

Alternativas

Substituir por beta-lactâmico ou outro antifúngico sem efeito QT.

📚Referências

CredibleMeds 2024; estudos clínicos de QT com fluoroquinolonas

Perguntas Frequentes

Pode tomar Anfotericina B com Levofloxacino?

A combinação de Anfotericina B com Levofloxacino apresenta interação de gravidade moderada. Prolongamento QTc de 20-40 ms com risco aumentado de arritmias em pacientes com depleção eletrolítica grave. Preferir evitar; se necessário usar dose de levofloxacino 500-750 mg/dia com correção eletrolítica rigorosa (K+ >4.5, Mg >2.0) antes de iniciar.

Anfotericina B e Levofloxacino interagem?

Sim, Anfotericina B e Levofloxacino possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve anfotericina b induz hipocalemia/hipomagnesemia que potencializa bloqueio fraco-moderado de herg pelo levofloxacino (ic50 ~10-20 μm). efeito aditivo dependente de depleção eletrolítica.. A conduta recomendada é: preferir evitar; se necessário usar dose de levofloxacino 500-750 mg/dia com correção eletrolítica rigorosa (k+ >4.5, mg >2.0) antes de iniciar..

Qual o risco de Anfotericina B com Levofloxacino?

O risco da associação Anfotericina B + Levofloxacino é classificado como MODERADA. Prolongamento QTc de 20-40 ms com risco aumentado de arritmias em pacientes com depleção eletrolítica grave. Monitorar: ecg basal e em 5-7 dias; eletrólitos diariamente durante terapia combinada; vigiar sintomas de palpitações..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.