Amitriptilina + Tamoxifeno
⚠O que acontece
Prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal, com risco de Torsades de Pointes (incidência estimada 1-3% em pacientes com fatores de risco adicionais) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em mulheres com distúrbios eletrolíticos, bradicardia ou cardiopatia estrutural.
⚙Mecanismo
Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Amitriptilina inibe canais hERG (IKr) com IC50 ~3-10 μM, reduzindo a corrente de potássio retificadora tardia e prolongando a repolarização ventricular. Tamoxifeno e seu metabólito ativo 4-hidroxitamoxifeno também bloqueiam hERG (IC50 ~1-5 μM), com efeito dose-dependente. A combinação resulta em prolongamento aditivo do QTc, com aumento médio de 30-50 ms em relação ao basal, elevando o risco de arritmias ventriculares.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal e calcular QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos: manter K+ sérico ≥4,0 mEq/L e Mg2+ ≥2,0 mg/dL; 3) Iniciar com a menor dose eficaz de cada fármaco; 4) Repetir ECG após 48-72h do início e a cada ajuste de dose; 5) Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou sinais de arritmia.
🔍O que monitorar
ECG com QTc antes do início, 48-72h após, e mensalmente durante o tratamento. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) na mesma frequência. Monitorar sintomas: palpitações, síncope, tontura. Holter 24h se QTc limítrofe (450-500 ms).
↺Alternativas
Substituir amitriptilina por antidepressivo sem efeito QT (ex: sertralina, citalopram em dose ≤40 mg/dia) ou tamoxifeno por inibidor de aromatase (ex: anastrozol, letrozol) se indicado. Consultar lista atualizada do CredibleMeds.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amitriptilina com Tamoxifeno?
A combinação de Amitriptilina com Tamoxifeno apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal, com risco de Torsades de Pointes (incidência estimada 1-3% em pacientes com fatores de risco adicionais) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em mulheres com distúrbios eletrolíticos, bradicardia ou cardiopatia estrutural. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal e calcular QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos: manter K+ sérico ≥4,0 mEq/L e Mg2+ ≥2,0 mg/dL; 3) Iniciar com a menor dose eficaz de cada fármaco; 4) Repetir ECG após 48-72h do início e a cada ajuste de dose; 5) Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou sinais de arritmia.
Amitriptilina e Tamoxifeno interagem?
Sim, Amitriptilina e Tamoxifeno possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. amitriptilina inibe canais herg (ikr) com ic50 ~3-10 μm, reduzindo a corrente de potássio retificadora tardia e prolongando a repolarização ventricular. tamoxifeno e seu metabólito ativo 4-hidroxitamoxifeno também bloqueiam herg (ic50 ~1-5 μm), com efeito dose-dependente. a combinação resulta em prolongamento aditivo do qtc, com aumento médio de 30-50 ms em relação ao basal, elevando o risco de arritmias ventriculares.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável: 1) realizar ecg basal e calcular qtc (fórmula de fridericia ou framingham); 2) corrigir distúrbios eletrolíticos: manter k+ sérico ≥4,0 meq/l e mg2+ ≥2,0 mg/dl; 3) iniciar com a menor dose eficaz de cada fármaco; 4) repetir ecg após 48-72h do início e a cada ajuste de dose; 5) suspender imediatamente se qtc >500 ms ou sinais de arritmia..
Qual o risco de Amitriptilina com Tamoxifeno?
O risco da associação Amitriptilina + Tamoxifeno é classificado como GRAVE. Prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal, com risco de Torsades de Pointes (incidência estimada 1-3% em pacientes com fatores de risco adicionais) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em mulheres com distúrbios eletrolíticos, bradicardia ou cardiopatia estrutural. Monitorar: ecg com qtc antes do início, 48-72h após, e mensalmente durante o tratamento. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) na mesma frequência. monitorar sintomas: palpitações, síncope, tontura. holter 24h se qtc limítrofe (450-500 ms)..
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Atualizado em junho/2026
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