Amitriptilina + Paroxetina
⚠O que acontece
Prolongamento QTc >500 ms ou ΔQTc >60 ms, risco de torsades de pointes, síncope, morte súbita.
⚙Mecanismo
Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando QTc. Amitriptilina: risco conhecido de TdP (CredibleMeds). Paroxetina: risco condicional de TdP (CredibleMeds), com bloqueio hERG IC50 ≈ 5-10 μM. A combinação tem efeito aditivo, especialmente em doses altas ou com fatores de risco (sexo feminino, idade >65, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia). Estudos mostram aumento médio de QTc de 15-30 ms com Paroxetina em monoterapia, podendo ser maior com Amitriptilina.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: ECG basal (QTc Fridericia). Contraindicar se QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres). Iniciar com doses mínimas: Amitriptilina 10-25 mg/dia, Paroxetina 10 mg/dia. Manter K+ >4.0, Mg2+ >2.0. ECG após 1 semana e a cada aumento de dose. Suspender se QTc >500 ms ou sintomas.
🔍O que monitorar
ECG basal, após 1 semana e mensal por 3 meses. Eletrólitos (K+, Mg2+) basal e semanal no primeiro mês. Sinais de arritmia. Evitar outros fármacos que prolongam QT.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos: para depressão, usar Bupropiona, Mirtazapina ou Agomelatina; para dor neuropática, usar Gabapentina ou Pregabalina. Se ISRS for necessário, preferir Escitalopram (menor efeito QT).
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; ACC/AHA Guidelines
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amitriptilina com Paroxetina?
A combinação de Amitriptilina com Paroxetina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc >500 ms ou ΔQTc >60 ms, risco de torsades de pointes, síncope, morte súbita. Evitar associação. Se indispensável: ECG basal (QTc Fridericia). Contraindicar se QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres). Iniciar com doses mínimas: Amitriptilina 10-25 mg/dia, Paroxetina 10 mg/dia. Manter K+ >4.0, Mg2+ >2.0. ECG após 1 semana e a cada aumento de dose. Suspender se QTc >500 ms ou sintomas.
Amitriptilina e Paroxetina interagem?
Sim, Amitriptilina e Paroxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos bloqueiam canais herg (ikr), prolongando qtc. amitriptilina: risco conhecido de tdp (crediblemeds). paroxetina: risco condicional de tdp (crediblemeds), com bloqueio herg ic50 ≈ 5-10 μm. a combinação tem efeito aditivo, especialmente em doses altas ou com fatores de risco (sexo feminino, idade >65, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia). estudos mostram aumento médio de qtc de 15-30 ms com paroxetina em monoterapia, podendo ser maior com amitriptilina.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: ecg basal (qtc fridericia). contraindicar se qtc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres). iniciar com doses mínimas: amitriptilina 10-25 mg/dia, paroxetina 10 mg/dia. manter k+ >4.0, mg2+ >2.0. ecg após 1 semana e a cada aumento de dose. suspender se qtc >500 ms ou sintomas..
Qual o risco de Amitriptilina com Paroxetina?
O risco da associação Amitriptilina + Paroxetina é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc >500 ms ou ΔQTc >60 ms, risco de torsades de pointes, síncope, morte súbita. Monitorar: ecg basal, após 1 semana e mensal por 3 meses. eletrólitos (k+, mg2+) basal e semanal no primeiro mês. sinais de arritmia. evitar outros fármacos que prolongam qt..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.