Amiodarona + Eritromicina
⚠O que acontece
Prolongamento aditivo do QTc, frequentemente excedendo 500 ms, com risco elevado de torsades de pointes (incidência estimada de 2-5% com a combinação) e morte súbita cardíaca. O risco é dose-dependente e aumenta com infusão intravenosa rápida de Eritromicina.
⚙Mecanismo
Ambos os fármacos são inibidores potentes do canal iônico hERG (IKr), responsável pela repolarização ventricular. Amiodarona bloqueia o canal com IC50 de ~1 µM, enquanto Eritromicina tem IC50 de ~39 µM. O efeito aditivo no bloqueio de IKr prolonga significativamente a duração do potencial de ação e o intervalo QTc.
📋Conduta Clinica
EVITAR a associação. Se indispensável: ECG basal e a cada 12-24h; manter K+ sérico >4,5 mEq/L e Mg2+ >2,5 mg/dL (suplementação profilática recomendada); evitar outros fármacos que prolongam QT; suspender imediatamente se QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal.
🔍O que monitorar
ECG com QTc antes do início e a cada 12-24h; eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada 12h; telemetria cardíaca contínua se disponível; sinais de arritmia (palpitações, síncope, convulsões).
↺Alternativas
Substituir Eritromicina por azitromicina (risco muito menor de prolongamento do QT) ou doxiciclina. Substituir Amiodarona por betabloqueador (ex: metoprolol) ou ablação por cateter, se apropriado.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; ACC/AHA Guidelines on Ventricular Arrhythmias 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amiodarona com Eritromicina?
A combinação de Amiodarona com Eritromicina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento aditivo do QTc, frequentemente excedendo 500 ms, com risco elevado de torsades de pointes (incidência estimada de 2-5% com a combinação) e morte súbita cardíaca. O risco é dose-dependente e aumenta com infusão intravenosa rápida de Eritromicina. EVITAR a associação. Se indispensável: ECG basal e a cada 12-24h; manter K+ sérico >4,5 mEq/L e Mg2+ >2,5 mg/dL (suplementação profilática recomendada); evitar outros fármacos que prolongam QT; suspender imediatamente se QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal.
Amiodarona e Eritromicina interagem?
Sim, Amiodarona e Eritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos são inibidores potentes do canal iônico herg (ikr), responsável pela repolarização ventricular. amiodarona bloqueia o canal com ic50 de ~1 µm, enquanto eritromicina tem ic50 de ~39 µm. o efeito aditivo no bloqueio de ikr prolonga significativamente a duração do potencial de ação e o intervalo qtc.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: ecg basal e a cada 12-24h; manter k+ sérico >4,5 meq/l e mg2+ >2,5 mg/dl (suplementação profilática recomendada); evitar outros fármacos que prolongam qt; suspender imediatamente se qtc >500 ms ou aumento >60 ms do basal..
Qual o risco de Amiodarona com Eritromicina?
O risco da associação Amiodarona + Eritromicina é classificado como GRAVE. Prolongamento aditivo do QTc, frequentemente excedendo 500 ms, com risco elevado de torsades de pointes (incidência estimada de 2-5% com a combinação) e morte súbita cardíaca. O risco é dose-dependente e aumenta com infusão intravenosa rápida de Eritromicina. Monitorar: ecg com qtc antes do início e a cada 12-24h; eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) a cada 12h; telemetria cardíaca contínua se disponível; sinais de arritmia (palpitações, síncope, convulsões)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
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Atualizado em junho/2026
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