Rifabutina + Tadalafila
⚠O que acontece
Redução significativa nos níveis plasmáticos de tadalafila, com possível perda de eficácia terapêutica. Na disfunção erétil, pode resultar em falha na ereção. Na HPB, pode haver piora dos sintomas urinários. Na HAP, risco de deterioração hemodinâmica.
⚙Mecanismo
Rifabutina induz CYP3A4. Tadalafila é metabolizada principalmente pelo CYP3A4. A indução enzimática pela rifabutina acelera o metabolismo da tadalafila, reduzindo sua exposição. Estudos com rifampicina mostram redução da AUC da tadalafila em 88% e da Cmax em 46%. Com rifabutina, espera-se redução da AUC de 50-70%. Essa redução pode levar à falha no tratamento da disfunção erétil ou da hiperplasia prostática benigna (HPB), e na HAP (embora tadalafila seja menos usada que sildenafila para HAP).
📋Conduta Clinica
Evitar a coadministração se possível. Se a rifabutina for necessária, aumentar a dose de tadalafila: para disfunção erétil, considerar 20 mg conforme necessidade ou 5 mg diários (dose máxima); para HPB, 5 mg diários; para HAP, 40 mg diários. Ajuste sob supervisão médica com monitoramento da resposta e toxicidade. Alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir a tadalafila por outro inibidor da PDE5 (ex.: sildenafila, que pode ter perfil de interação semelhante) ou por outro agente para HPB (ex.: alfabloqueadores, inibidores da 5-alfa redutase).
🔍O que monitorar
Para disfunção erétil: monitorar resposta clínica. Para HPB: monitorar International Prostate Symptom Score (IPSS), fluxo urinário. Para HAP: teste de caminhada de 6 minutos, ecocardiograma. Monitorar toxicidade: cefaleia, dispepsia, mialgia, hipotensão.
↺Alternativas
Substituir rifabutina por um antimicobacteriano sem efeito indutor enzimático significativo (ex.: aminoglicosídeos, quinolonas) ou substituir tadalafila por sildenafila (com ajuste de dose) ou outro agente para HPB/HAP.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Bula da tadalafila (Cialis, Adcirca); Estudos de interação rifampicina-tadalafila (Forgue et al., Br J Clin Pharmacol 2006)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifabutina com Tadalafila?
A combinação de Rifabutina com Tadalafila apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa nos níveis plasmáticos de tadalafila, com possível perda de eficácia terapêutica. Na disfunção erétil, pode resultar em falha na ereção. Na HPB, pode haver piora dos sintomas urinários. Na HAP, risco de deterioração hemodinâmica. Evitar a coadministração se possível. Se a rifabutina for necessária, aumentar a dose de tadalafila: para disfunção erétil, considerar 20 mg conforme necessidade ou 5 mg diários (dose máxima); para HPB, 5 mg diários; para HAP, 40 mg diários. Ajuste sob supervisão médica com monitoramento da resposta e toxicidade. Alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir a tadalafila por outro inibidor da PDE5 (ex.: sildenafila, que pode ter perfil de interação semelhante) ou por outro agente para HPB (ex.: alfabloqueadores, inibidores da 5-alfa redutase).
Rifabutina e Tadalafila interagem?
Sim, Rifabutina e Tadalafila possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifabutina induz cyp3a4. tadalafila é metabolizada principalmente pelo cyp3a4. a indução enzimática pela rifabutina acelera o metabolismo da tadalafila, reduzindo sua exposição. estudos com rifampicina mostram redução da auc da tadalafila em 88% e da cmax em 46%. com rifabutina, espera-se redução da auc de 50-70%. essa redução pode levar à falha no tratamento da disfunção erétil ou da hiperplasia prostática benigna (hpb), e na hap (embora tadalafila seja menos usada que sildenafila para hap).. A conduta recomendada é: evitar a coadministração se possível. se a rifabutina for necessária, aumentar a dose de tadalafila: para disfunção erétil, considerar 20 mg conforme necessidade ou 5 mg diários (dose máxima); para hpb, 5 mg diários; para hap, 40 mg diários. ajuste sob supervisão médica com monitoramento da resposta e toxicidade. alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir a tadalafila por outro inibidor da pde5 (ex.: sildenafila, que pode ter perfil de interação semelhante) ou por outro agente para hpb (ex.: alfabloqueadores, inibidores da 5-alfa redutase)..
Qual o risco de Rifabutina com Tadalafila?
O risco da associação Rifabutina + Tadalafila é classificado como MODERADA. Redução significativa nos níveis plasmáticos de tadalafila, com possível perda de eficácia terapêutica. Na disfunção erétil, pode resultar em falha na ereção. Na HPB, pode haver piora dos sintomas urinários. Na HAP, risco de deterioração hemodinâmica. Monitorar: para disfunção erétil: monitorar resposta clínica. para hpb: monitorar international prostate symptom score (ipss), fluxo urinário. para hap: teste de caminhada de 6 minutos, ecocardiograma. monitorar toxicidade: cefaleia, dispepsia, mialgia, hipotensão..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe fracamente CYP3A4 e CYP2C9. Aumento estimado de 30-60% na AUC da sildenafila.
Verapamil é inibidor moderado do CYP3A4. Sildenafila é metabolizada principalmente pelo CYP3A4. A coadministração pode aumentar a AUC da Sildenafila em 2-3 vezes.
Verapamil é inibidor moderado do CYP3A4. Tadalafila é substrato do CYP3A4. A interação pode aumentar a AUC da Tadalafila em 2-3 vezes.
Verapamil é inibidor do CYP3A4, mas a Finasterida é metabolizada principalmente pelo CYP3A4 de forma minoritária (a maior parte é metabolizada por vias não-CYP). O impacto clínico é mínimo, com aumento discreto e não significativo dos níveis.
Atualizado em junho/2026
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