Fluvoxamina + Sildenafila
⚠O que acontece
Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de sildenafila, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como cefaleia, rubor, dispepsia e congestão nasal. Hipotensão sintomática é rara, mas possível em pacientes predispostos.
⚙Mecanismo
Sildenafila é metabolizada principalmente pela CYP3A4 (~80%). Fluvoxamina inibe a CYP3A4 (Ki ≈ 0.1-0.2 μM), mas estudos mostram que o aumento na AUC da sildenafila é modesto (cerca de 40-50%) devido à alta capacidade de metabolismo hepático e ao efeito de primeira passagem.
📋Conduta Clinica
A associação pode ser usada com cautela. Iniciar sildenafila com dose reduzida (25 mg) e monitorar resposta. Se bem tolerada, pode-se titular até 50 mg. Evitar doses altas (100 mg).
🔍O que monitorar
Monitorar pressão arterial antes e 1-2 horas após a dose. Avaliar efeitos adversos subjetivos. Não é necessário monitoramento laboratorial de rotina.
↺Alternativas
Substituir fluvoxamina por sertralina ou escitalopram. Tadalafila pode ser uma alternativa com perfil de interação semelhante, mas com meia-vida mais longa, exigindo cautela adicional.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Sildenafil Label; Estudos de interação com eritromicina e fluvoxamina mostrando aumento moderado na AUC.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Sildenafila?
A combinação de Fluvoxamina com Sildenafila apresenta interação de gravidade leve. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de sildenafila, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como cefaleia, rubor, dispepsia e congestão nasal. Hipotensão sintomática é rara, mas possível em pacientes predispostos. A associação pode ser usada com cautela. Iniciar sildenafila com dose reduzida (25 mg) e monitorar resposta. Se bem tolerada, pode-se titular até 50 mg. Evitar doses altas (100 mg).
Fluvoxamina e Sildenafila interagem?
Sim, Fluvoxamina e Sildenafila possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve sildenafila é metabolizada principalmente pela cyp3a4 (~80%). fluvoxamina inibe a cyp3a4 (ki ≈ 0.1-0.2 μm), mas estudos mostram que o aumento na auc da sildenafila é modesto (cerca de 40-50%) devido à alta capacidade de metabolismo hepático e ao efeito de primeira passagem.. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com cautela. iniciar sildenafila com dose reduzida (25 mg) e monitorar resposta. se bem tolerada, pode-se titular até 50 mg. evitar doses altas (100 mg)..
Qual o risco de Fluvoxamina com Sildenafila?
O risco da associação Fluvoxamina + Sildenafila é classificado como LEVE. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de sildenafila, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como cefaleia, rubor, dispepsia e congestão nasal. Hipotensão sintomática é rara, mas possível em pacientes predispostos. Monitorar: monitorar pressão arterial antes e 1-2 horas após a dose. avaliar efeitos adversos subjetivos. não é necessário monitoramento laboratorial de rotina..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe fracamente CYP3A4 e CYP2C9. Aumento estimado de 30-60% na AUC da sildenafila.
Verapamil é inibidor moderado do CYP3A4. Sildenafila é metabolizada principalmente pelo CYP3A4. A coadministração pode aumentar a AUC da Sildenafila em 2-3 vezes.
Verapamil é inibidor moderado do CYP3A4. Tadalafila é substrato do CYP3A4. A interação pode aumentar a AUC da Tadalafila em 2-3 vezes.
Verapamil é inibidor do CYP3A4, mas a Finasterida é metabolizada principalmente pelo CYP3A4 de forma minoritária (a maior parte é metabolizada por vias não-CYP). O impacto clínico é mínimo, com aumento discreto e não significativo dos níveis.
Atualizado em junho/2026
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