Eritromicina + Sildenafila
⚠O que acontece
Aumento da exposição à sildenafila, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como: cefaleia, rubor, dispepsia, congestão nasal, distúrbios visuais, hipotensão e priapismo (raro). O risco é maior em pacientes com fatores de risco cardiovasculares.
⚙Mecanismo
Eritromicina é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~50-100 μM), principal via de metabolismo da sildenafila (>80%). A coadministração com eritromicina (500 mg 2x/dia) aumentou a AUC da sildenafila em 2,8 vezes (intervalo: 2,0-4,0) em estudos farmacocinéticos. A inibição é dose-dependente e reversível.
📋Conduta Clinica
Para disfunção erétil: iniciar sildenafila com dose reduzida de 25 mg e não exceder 25 mg em 48 horas. Para hipertensão arterial pulmonar (Revatio): reduzir dose para 10 mg 3x/dia (em vez de 20 mg 3x/dia) durante o uso de eritromicina. Monitorar resposta e tolerabilidade.
🔍O que monitorar
Monitorar pressão arterial e frequência cardíaca, especialmente após a primeira dose; avaliar efeitos adversos (cefaleia, distúrbios visuais, ereção prolongada >4 horas); ajustar dose conforme tolerabilidade.
↺Alternativas
Preferir azitromicina (sem inibição de CYP3A4) ou antibiótico não macrolídeo. Para disfunção erétil, considerar tadalafila (menor interação com inibidores moderados de CYP3A4, mas ainda requer cautela) ou avanafila (metabolismo por CYP3A4 e CYP2C9).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Bula Viagra/Revatio (FDA); Muirhead et al. Br J Clin Pharmacol. 2002;53(Suppl 1):37S-43S.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Eritromicina com Sildenafila?
A combinação de Eritromicina com Sildenafila apresenta interação de gravidade moderada. Aumento da exposição à sildenafila, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como: cefaleia, rubor, dispepsia, congestão nasal, distúrbios visuais, hipotensão e priapismo (raro). O risco é maior em pacientes com fatores de risco cardiovasculares. Para disfunção erétil: iniciar sildenafila com dose reduzida de 25 mg e não exceder 25 mg em 48 horas. Para hipertensão arterial pulmonar (Revatio): reduzir dose para 10 mg 3x/dia (em vez de 20 mg 3x/dia) durante o uso de eritromicina. Monitorar resposta e tolerabilidade.
Eritromicina e Sildenafila interagem?
Sim, Eritromicina e Sildenafila possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve eritromicina é inibidor moderado da cyp3a4 (ki ~50-100 μm), principal via de metabolismo da sildenafila (>80%). a coadministração com eritromicina (500 mg 2x/dia) aumentou a auc da sildenafila em 2,8 vezes (intervalo: 2,0-4,0) em estudos farmacocinéticos. a inibição é dose-dependente e reversível.. A conduta recomendada é: para disfunção erétil: iniciar sildenafila com dose reduzida de 25 mg e não exceder 25 mg em 48 horas. para hipertensão arterial pulmonar (revatio): reduzir dose para 10 mg 3x/dia (em vez de 20 mg 3x/dia) durante o uso de eritromicina. monitorar resposta e tolerabilidade..
Qual o risco de Eritromicina com Sildenafila?
O risco da associação Eritromicina + Sildenafila é classificado como MODERADA. Aumento da exposição à sildenafila, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como: cefaleia, rubor, dispepsia, congestão nasal, distúrbios visuais, hipotensão e priapismo (raro). O risco é maior em pacientes com fatores de risco cardiovasculares. Monitorar: monitorar pressão arterial e frequência cardíaca, especialmente após a primeira dose; avaliar efeitos adversos (cefaleia, distúrbios visuais, ereção prolongada >4 horas); ajustar dose conforme tolerabilidade..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe fracamente CYP3A4 e CYP2C9. Aumento estimado de 30-60% na AUC da sildenafila.
Verapamil é inibidor moderado do CYP3A4. Sildenafila é metabolizada principalmente pelo CYP3A4. A coadministração pode aumentar a AUC da Sildenafila em 2-3 vezes.
Verapamil é inibidor moderado do CYP3A4. Tadalafila é substrato do CYP3A4. A interação pode aumentar a AUC da Tadalafila em 2-3 vezes.
Verapamil é inibidor do CYP3A4, mas a Finasterida é metabolizada principalmente pelo CYP3A4 de forma minoritária (a maior parte é metabolizada por vias não-CYP). O impacto clínico é mínimo, com aumento discreto e não significativo dos níveis.
Atualizado em junho/2026
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