Carbamazepina + Tadalafila

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução drástica nos níveis plasmáticos de Tadalafila (AUC reduzida em 70-90%), resultando em perda de eficácia no tratamento de disfunção erétil ou hipertensão pulmonar. Risco moderado devido à possibilidade de ajuste de dose.

Mecanismo

Carbamazepina é um potente indutor do CYP3A4, principal via de metabolismo da Tadalafila (>90% metabolizado por CYP3A4). A indução enzimática reduz significativamente a exposição à Tadalafila. Estudos com rifampicina mostram redução da AUC da Tadalafila em aproximadamente 88%. Com carbamazepina, espera-se redução de 70-90%, levando a níveis subterapêuticos e perda de eficácia.

📋Conduta Clinica

Monitorar eficácia da Tadalafila. Se necessário, aumentar a dose de Tadalafila em 2-3 vezes (por exemplo, de 10 mg para 20-30 mg para disfunção erétil; de 40 mg/dia para 80-120 mg/dia para hipertensão pulmonar) sob monitoramento. Preferir alternativa à carbamazepina que não induza CYP3A4 (ex.: levetiracetam, gabapentina, lamotrigina). Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir a dose de Tadalafila para a dose padrão ao longo de 1-2 semanas para evitar hipotensão e outros efeitos adversos.

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (melhora da ereção ou da hemodinâmica pulmonar), pressão arterial e sinais de toxicidade (cefaleia, mialgia, hipotensão). Ajustar dose conforme necessário.

Alternativas

Substituir carbamazepina por anticonvulsivante não indutor enzimático (levetiracetam, gabapentina, lamotrigina, ácido valproico). Se necessário ajuste da Tadalafila, considerar sildenafila (meia-vida mais curta, mas também substrato do CYP3A4) ou outro inibidor da PDE5.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Tadalafil Label; Clin Pharmacol Ther. 2004;75(5):476-86.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Tadalafila?

A combinação de Carbamazepina com Tadalafila apresenta interação de gravidade moderada. Redução drástica nos níveis plasmáticos de Tadalafila (AUC reduzida em 70-90%), resultando em perda de eficácia no tratamento de disfunção erétil ou hipertensão pulmonar. Risco moderado devido à possibilidade de ajuste de dose. Monitorar eficácia da Tadalafila. Se necessário, aumentar a dose de Tadalafila em 2-3 vezes (por exemplo, de 10 mg para 20-30 mg para disfunção erétil; de 40 mg/dia para 80-120 mg/dia para hipertensão pulmonar) sob monitoramento. Preferir alternativa à carbamazepina que não induza CYP3A4 (ex.: levetiracetam, gabapentina, lamotrigina). Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir a dose de Tadalafila para a dose padrão ao longo de 1-2 semanas para evitar hipotensão e outros efeitos adversos.

Carbamazepina e Tadalafila interagem?

Sim, Carbamazepina e Tadalafila possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve carbamazepina é um potente indutor do cyp3a4, principal via de metabolismo da tadalafila (>90% metabolizado por cyp3a4). a indução enzimática reduz significativamente a exposição à tadalafila. estudos com rifampicina mostram redução da auc da tadalafila em aproximadamente 88%. com carbamazepina, espera-se redução de 70-90%, levando a níveis subterapêuticos e perda de eficácia.. A conduta recomendada é: monitorar eficácia da tadalafila. se necessário, aumentar a dose de tadalafila em 2-3 vezes (por exemplo, de 10 mg para 20-30 mg para disfunção erétil; de 40 mg/dia para 80-120 mg/dia para hipertensão pulmonar) sob monitoramento. preferir alternativa à carbamazepina que não induza cyp3a4 (ex.: levetiracetam, gabapentina, lamotrigina). se a carbamazepina for descontinuada, reduzir a dose de tadalafila para a dose padrão ao longo de 1-2 semanas para evitar hipotensão e outros efeitos adversos..

Qual o risco de Carbamazepina com Tadalafila?

O risco da associação Carbamazepina + Tadalafila é classificado como MODERADA. Redução drástica nos níveis plasmáticos de Tadalafila (AUC reduzida em 70-90%), resultando em perda de eficácia no tratamento de disfunção erétil ou hipertensão pulmonar. Risco moderado devido à possibilidade de ajuste de dose. Monitorar: monitorar resposta clínica (melhora da ereção ou da hemodinâmica pulmonar), pressão arterial e sinais de toxicidade (cefaleia, mialgia, hipotensão). ajustar dose conforme necessário..

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Atualizado em junho/2026

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