Atenção farmacêutica
Prática ClínicaModelo de prática profissional em que o farmacêutico assume responsabilidade pelas necessidades farmacoterapêuticas do paciente, prevenindo e resolvendo problemas relacionados a medicamentos.
Termos técnicos de farmácia clínica, farmacocinética e legislação farmacêutica explicados de forma objetiva e precisa.
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Modelo de prática profissional em que o farmacêutico assume responsabilidade pelas necessidades farmacoterapêuticas do paciente, prevenindo e resolvendo problemas relacionados a medicamentos.
Fração da dose administrada de um fármaco que atinge a circulação sistêmica na forma inalterada. Medicamentos intravenosos têm biodisponibilidade de 100%; para via oral, fatores como metabolismo de primeira passagem reduzem esse valor.
Volume de plasma do qual uma substância é completamente removida pelos rins por unidade de tempo. Indicador fundamental para ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
Maior concentração de um fármaco alcançada no plasma após a administração de uma dose. Parâmetro farmacocinético essencial para avaliar segurança e eficácia.
Menor concentração de um fármaco no plasma antes da próxima administração. Deve permanecer acima da concentração mínima eficaz para manutenção do efeito terapêutico.
Superfamília de enzimas hepáticas responsáveis pela metabolização de aproximadamente 75% dos fármacos. As isoformas CYP3A4, CYP2D6 e CYP2C19 são as mais relevantes clinicamente para interações medicamentosas.
Nome oficial de um fármaco no Brasil, estabelecido pela ANVISA. A DCB padroniza a nomenclatura de substâncias farmacêuticas no território nacional e é obrigatória em prescrições do SUS.
Nome único atribuído pela OMS a cada substância farmacêutica ativa, reconhecido internacionalmente. Equivalente global à DCB brasileira.
Quantidade de fármaco necessária para produzir o efeito farmacológico desejado em determinado paciente. Situa-se entre a dose mínima eficaz e a dose máxima tolerada.
Efeito adverso é qualquer resposta prejudicial e não intencional a um medicamento em doses normais. Reação adversa a medicamento (RAM) é o termo regulatório utilizado em farmacovigilância para notificação formal ao SNVS.
Estudo do percurso do fármaco no organismo: absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME). Determina a concentração do fármaco no local de ação ao longo do tempo.
Estudo dos efeitos bioquímicos e fisiológicos dos fármacos e seus mecanismos de ação. Descreve o que o fármaco faz ao organismo, incluindo relação dose-resposta e seletividade por receptores.
Substância que aumenta a atividade ou expressão de enzimas metabolizadoras, acelerando a eliminação de outros fármacos e potencialmente reduzindo sua eficácia terapêutica.
Substância que reduz a atividade de enzimas metabolizadoras, aumentando a concentração plasmática de fármacos que dependem dessas enzimas para eliminação. Pode elevar o risco de toxicidade.
Exame laboratorial que mede o tempo de coagulação do sangue, padronizado internacionalmente. Utilizado para monitorar pacientes em uso de anticoagulantes orais como a varfarina. Faixa terapêutica usual: 2,0 a 3,0.
Alteração do efeito de um fármaco causada pela administração concomitante de outro fármaco, alimento ou substância. Pode resultar em aumento da toxicidade, redução da eficácia ou efeitos imprevisíveis.
Faixa de concentração plasmática entre a dose mínima eficaz e a dose tóxica. Fármacos com janela terapêutica estreita (como digoxina e lítio) exigem monitoramento rigoroso.
Produto inovador registrado na ANVISA cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas por estudos clínicos. Serve como parâmetro de comparação para registro de genéricos e similares.
Medicamento com mesmo princípio ativo, dose, forma farmacêutica e via de administração do medicamento de referência, comprovadamente bioequivalente. Identificado pela DCB e sem nome comercial.
Medicamento com mesmo princípio ativo do produto de referência, podendo diferir em excipientes, embalagem e rotulagem. Desde 2014, deve apresentar testes de bioequivalência para registro.
Tempo necessário para que a concentração plasmática de um fármaco seja reduzida à metade. Determina o intervalo entre doses e o tempo para atingir estado de equilíbrio (geralmente 4-5 meias-vidas).
Regulamento técnico da ANVISA que define substâncias sujeitas a controle especial, suas listas (A1, A2, B1, B2, C1 a C5) e normas de prescrição, dispensação e controle. Base legal para receituários especiais.
Esquema de administração de um medicamento que inclui dose, intervalo entre doses, via de administração e duração do tratamento. Deve ser individualizada conforme características do paciente.
Processo formal de obter e comparar a lista completa de medicamentos utilizados pelo paciente em transições de cuidado, identificando discrepâncias para prevenir erros de medicação.
Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados. Sistema informatizado da ANVISA que monitora a movimentação de medicamentos controlados (Portaria 344/98) em farmácias e drogarias de todo o Brasil.
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